BRASÃO MUNICIPAL

BRASÃO MUNICIPAL

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CARNAUBAS - RN

HISTÓRICO

O município de Carnaubais foi emancipado a 18 de setembro de 1963, antes desta data pertencia ao município de Assu.
O autor da Lei que emancipou o município foi o Sr. Olavo Lacerda Montenegro que na época era Deputado Estadual.
Como todo país seus primeiros habitantes foram os índios, não tendo certeza se as tribos Tapuyos, Janduís ou Potyguares.
No livro “Nomes da Terra” de Luiz da Câmara Cascudo, afirma que o povoado Oficinas, tido como o primeiro nome do município, foi grande aglomerado já no ano de 1747, onde registrava a produção e exportação de carne de sol, tendo porto fluvial, Juiz de Paz, vigário e escola.
Em 1974 foi castigada por uma grande cheia do rio Açu, fato este que fez mudar a sede do município antes nas várzeas para o tabuleiro onde hoje está sua localização.
Limita-se ao Norte com o município de Porto do Mangue, ao Sul com o município de Assu ao Leste com os municípios de Pendências e Alto do Rodrigues e ao Oeste com o município de Serra do Mel.

ORIGEM DO NOME:

O atual nome da cidade de Carnaubais vem da vegetação de carnaúbas predominante em todo o vale e sendo Carnaubais a cidade brasileira de maior densidade de carnaubeiras, daí a origem desse nome.

ADJETIVO PÁTRIO:

Aquele que nasce no município de Carnaubais poderá ser chamado de carnaubaense ou carnaubaisense.

PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMOCAS:

Setor primário:
Fruticultura, Agricultura e pesca de subsistência, pecuária para o corte de caprino, ovinos, suínos e bovinos, e também a produção de leite in-natura.
Criação de aves para o consumo familiar de carne e ovos e também para menor escala para a venda.

SETOR INDÚSTRIAL E COMERCIAL:

O maior destaque é a agroindústria de exportação frutas tropicais, empregando nesta mão-de-obra para produção de tomate e banana.
Temos a indústria do extrativismo vegetal da carnaúba do qual se emprega vasta mão-de-obra no corte da palha, produção do pó, fabricação e exportação da cera-de-carnaúba e fabricação de vassouras e artesanato de palha.
Temos também pequenas indústrias de cerâmica: olarias de tijolos, olarias de cal, movelarias, serigrafias, padarias, mine-indústrias de confecções, pizzaria, confeitaria de doce caseiro, sem deixar de lembrar o comércio de revenda de diversos produtos desde sorvetes até material de construção.

SETOR MINERAL:

No setor mineral o que se destaca hoje é a produção do petróleo, pois somos um dos municípios do vale do Assu e do Estado do RN incluído entre os maiores produtores de petróleo.

VEGETAÇÃO NATIVA:

A vegetação nativa tem sofrido grande devastação tanto a carnaubeira da várzea, como a caatinga do tabuleiro, e os manguezais das praias, mas podemos dizer que as principais espécies de vegetação são as seguintes:

· Carnaúba ou Carnaubeira: Predominante na várzea, e pertencente a família das palmeiras. Planta que dá origem ao nome do município é muito devastada pelas empresas de fruticultura.

· Plantas Xerófilas ou da Caatinga: Plantas que predominam no tabuleiro, e regiões secas, pertence a família de xerófilas e tem sido muito devastada pelas padarias e cerâmicas da região para usa-la como combustível. Cito como exemplo a caatingueira, o mufumbo, o mameleiro, canafistola, o juaseiroi, jurema, oiticica, angico, pau d’arco, jucá e os cactos, tais como macambira sodoro, faxeiro, cardeiro, palmatória etc.

· Gramíneas, capim e plantas rasteiras: Predominante na várzea, mas também nos tabuleiros em terrenos desmatados, muito usado para pastagem de animais principalmente em tempos de inverno. As gramas, o capim e as plantas rasteiras pertencem as famílias das gramíneas, ciperáceas e malváceas e é quem salva os rebanhos.

FAUNA:

Temos uma rica fauna, mas também ameaçada de extinção. Inclui espécies de aves tais como: canários, galos de campina, rolinhas, bem-te-vis, golinhas, avoetes, beija-flores, emas, galinhas d’água, juritis, marrecos, periquitos, papa-lagartas, anum preto, anum branco, curió,urubus, etc.

RÉPTEIS:

Temos cobras, tejos, camaleões, bicos-doces, lagartixas, calangos, todos muito caçados e quase todos em extinção.

MAMÍFEROS:

Destacam preá, punaré, canguru, capivaras, veados, raposas, porco-do-mato, raramente pequenas onças, além tatus, pebas e jumentos, quase todos também difíceis de encontrar.

INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE CARNAUBAIS.

Limites: Carnaubais Limita-se ao Norte com o município de Porto do Mangue, ao Sul com o município de Assu ao Leste com os municípios de Pendências e Alto do Rodrigues e ao Oeste com o município de Serra do Mel.
Clima: O clima predominante do município de Carnaubais é o clima tropical.
Temperatura Média: A temperatura Média anual é variável entre 25°C a 34°C.
Área: 532 Km².

A chegada do progresso em Carnaubais

Correio

O correio foi um dos primeiros meios de comunicação a chegar a Carnaubais, não sei exatamente o ano, mas, foi no final da primeira década do século XX, trazido através de uma luta do grande colonizador Abel Alberto da Fonseca que nomeou uma nora de nome Isaura para a chefia do órgão.
No próprio correio, tempos depois foi implantado o telefone com fio, ou seja, o telégrafo.

Telefone

O telefone fixo estilo modelo atual foi implantado em Carnaubais na administração do Sr. Valdeci Medeiros de Moura em 1979 que construiu o primeiro posto da TELERN com uma cabine e apenas um aparelho telefone. Tempos depois esta cabine foi ampliada para dois telefones e uma central que fazia ligações para os órgãos públicos. Na primeira gestão do prefeito Nelson Gregório Bezerra de 1989 a 1992 foram implantados as cem (100) primeiras linhas residências e posteriormente os orelhões públicos.

Rádio

O rádio como instrumento do lar foi trazido para Carnaubais na década de 40 pelo proprietário de terras o Sr. José Cabral Cortês, o mesmo quando vinha para sua residência aqui em Carnaubais, localizada no início da comunidade chamada Banco de Areia, exatamente onde se chamou baixa de Manoel Cabral. A noite ele ligava o rádio no alpendre de sua casa e a população se reunia para ouvir. Vinha gente das Oficinas, do Alemão e da Tabatinga para ouvir principalmente o programa “A Hora do Brasil” e as notícias da segunda guerra mundial.

Televisão

Canal de televisão não temos. Porém a chegada do primeiro aparelho de televisão segundo relatos orais de algumas pessoas se deu em 1972 na antiga cidade, por iniciativa do Prefeito de época João Texeira Filho, que inaugurou uma praça com um aparelho de TV preto e branco, onde a população acorria em massa para ver a novela “Mulheres de Areia”. Posteriormente as pessoas foram adquirindo o aparelho e hoje quase todos os lares de Carnaubais tem uma TV colorida.

Jornais

Jornal no formato oficial só tivemos a partir de 2001, mas tablóides ou jornalzinhos impressos em mimiografos a ácool ou a tinta já tivemos vários. O primeiro deles foi o jornal Falando a Verdade do grupo de jovem Jucrist iniciado em 1979. Tivemos também o informativo PT a partir de 1982. O jornal Cata Vento do projeto Cultura do Sol nos anos de 1981 a 1983. O Grito Carnaubaense no ano de 1992 a 1993. Em 2001 surgiu o jornal A Folha, editado pelo escritor Aluízio Lacerda, jornal cujo objetivo claro era fazer oposição ao poder público da época. Posteriormente o jornal O Canaubaense, jornal ligado a época de Luiz Gonzaga Cavalcante, tendo como objetivo responder A Folha. Este jornal circulou até novembro de 2004. Atualmente circula o jornal Correio do Vale, tendo como editor chefe Tony Martins e cujo objetivo é também fazer oposição ao atual prefeito.

Celular

É uma coisa nova que foi chegando aos poucos como em todo país e hoje é uma epidemia, todo mundo tem.

Computador/Internet

O primeiro computador que chegou a Carnaubais pertencia ao Sr. Francimir Wanderley. Depois na Prefeitura Municipal e foi se estendendo aos órgãos municipais.
No comercio o primeiro a usa-lo como ferramenta de trabalho foi o Empresário Nicodemos Cavalcante.
Já com relação a rede mundial de computadores denominada Internet, quem primeiro usou foram os órgãos públicos: Prefeitura, Câmara e Secretaria Municipal de Educação. Por particulares os primeiros a usar Internet foram Francisco das Chagas Gomes ( o gato ), Nicodemos Cavalcante e Paulo Giovanny Pereira Wanderley.

Asfalto

A primeira estrada asfaltada foi a RN 016 que liga Carnaubais a Assu, um total de 30Km, construída no governo de José Agripino. Outra estrada asfaltada num percurso de 9Km liga Carnaubais ao município de Alto do Rodrigues, ou seja, faz uma interligação entre a RN 016 e a RN 118 e foi construída pela Petrobrás em ano bem recente. Temos também outra estrada asfaltada ligando Carnaubais a Porto do Mangue num percurso de 40Km, inaugurada no ano de 2002 no governo de Fernando Freire.

Iluminação Pública

A história da iluminação pública de carnaubais tem três fases: primeira a iluminação era feita na antiga cidade através de um motor a óleo diesel, iluminava o perímetro urbano da Baixa de Chico Carlos até a lagoa de Manoel Cabral. As luzes as acendiam as 18:00h e as 21:30h dava um sinal e as 22:00h se apagava. No final da administração de João Texeira Filho foi inaugurada a luz elétrica da COSERN na antiga cidade. Após a cheia de 1974 e a transferência da antiga cidade para o local onde hoje se encontra, ou seja de 1974 a 1979 energia elétrica só na antiga cidade, na nova era escuro. Em 1979 no Governo de Lavosier Maia cujo o Prefeito era Valdeci Medeiros de Moura foi inaugurado a energia elétrica na nova cidade.

CAERN

Água encanada só veio existir na nova cidade também na gestão de Lavosier Maia Governador e Valdeci Medeiros Prefeito, foi que a população conheceu água encanada da CAERN. Posteriormente no governo de Geraldo Melo cujo prefeito era o Sr. Nelson Gregório Bezerra a cidade ganhou Saneamento Básico, tendo nesse período 60% da cidade saneada. E agora já na administração de Vilma de farias e do Prefeito Zenildo Batista está se concluindo os outros 40% da rede de esgoto sanitário.

Agência Bancária

A cidade já possui duas agências bancarias e um posto avançado do banco do Brasil. Primeiro chegou o Posto do Banco do Brasil, paralelamente também veio a agência BANDERN, com o fechamento do BANDERN continuou apenas o posto do Banco do Brasil por mais alguns meses, mas alegando prejuízos em sua manutenção o Banco do Brasil também desativou seu.

CARNAUBAIS
FATOS E NOMES

POÇO DA LAVAGEM: O primeiro nome, tido como mais aceito do município de Carnaubais foi Poço da Lavagem, teve esse nome por ter ficado de uma grande inundação um grande poço bem no centro do povoado onde os tropeiros, viajantes e o povo em geral lavavam os seus cavalos e as mulheres do povoado lavavam as roupas.
O meio de transporte de maior porte na época era o fluvial, daí a importância de Macau ser o maior centro comercial da época. Ali chegavam os produtos de Europa e dos maiores centros brasileiros. De Macau eram trazidos para serem comercializados no vale do Assu e parte do sertão do Oeste. Produtos como açúcar, tecidos, chapéus, louças, móveis, bebidas, farinha de trigo, rapadura etc. O transporte era feito pelo porto fluvial vindo até o Porto do Carão, daí era descarregado e distribuídos pelo Vale em comboios de animais trazido pelos tropeiros. Também a produção de charques das oficinas, e o sal de Macau serviam para intensificar o comércio.
Os tropeiros saiam do Porto de Carão com seus comboios antes do sol raiar. Próximo ao meio dia eles chegavam ao Poço da Lavagem. Neste local eles tiravam as cargas dos animais, banhavam-se davam alimentação e banho também nos animeis e descansavam os animais e eles próprios debaixo de duas grandes cajazeiras, nessa parada do poço eles se alimentavam e aí surgiu o nome Poço da Lavagem- 1º nome local onde anos depois veio a ser a cidade de Carnaubais.
Segundo alguns mais antigos esta cheia foi em 1874 e o Poço da Lavagem permaneceu com água até o fim da década de 30, sendo reforçado pela cheia de 1924.

POVOADO DE SANTA LUZIA: Com o crescimento do Poço da Lavagem e a doação da imagem de Santa Luzia que se tornou a padroeira do povoado, o Poço da Lavagem, passou a chamasse Santa Luzia.

IGREJA DE SANTA LUZIA: A igreja de Santa Luzia é um marco na história do município de Carnaubais. Ela além de aglomerar pessoas em momentos de festas, em reuniões comunitárias, também serviu de abrigo às pessoas aflitas nas grandes enchentes do Rio Açu.
Segundo uma lenda, a imagem de Santa Luzia foi trazida e doada por Abel Alberto da Fonseca no inicio do século XX, lá pelo ano de 1916, após uma promessa de Abel Fonseca, de que se um incêndio não queimasse o seu carnaubal, não atingisse os olhos das canaúbas das suas terras, ele traria Santa Luzia protetora dos olhos. Logo apos a promessa, e segundo a lenda choveu e apagou o fogo. Assim ele o fez trouxe Santa Luzia e começou com a comunidade a construção de uma capelinha em honra a Santa Luzia que ficou então a padroeira do município. Porém a Igreja construída foi a baixo na cheia de 1924, sendo que só no ano 1937, foi construída a atual capela existente na Cidade Histórica, fruto de um trabalho da comunidade e de várias lideranças com destaque para Abel Alberto da Fonseca.

A FESTA DE SANTA LUZIA: Logo que foi doada a imagem de Santa Luzia, foi se mudando o nome de Poço da Lavagem para Santa Luzia, e aí, no final do ano, em plena época do corte da palha, da venda do algodão e da oiticica, da safra do sal fazia-se com quer a festa de Santa Luzia fosse uma festa de grande aconchego popular na região do vale.
Deslocavam-se para Carnaubais pessoas de Assu, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Areia Branca e todos os grandes povoados do vale.
Barracas, leilões, pastoris, jogos de azares, comidas típicas de várias espécies como aluá, alfinin, licor, tapioca, bolo de milho, bolo de batata, pé de moleque, fubá de milho, castanha assada, fubá de gergelim e outros.
Na noite da festa ninguém dormia, conjuntos, sanfoneiros, saxofonistas ficavam a noite inteira nas barracas, tocando e o povo ouvindo, comendo, bebendo, ou botando dinheiro para o cordão azul ou encarnado no pastoril, ou arrematar as prendas do leilão. Nos botecos e bares o povo bebia também. Pela manhã começava a feira e as nove horas era missa da festa e as três da tarde a procissão. Mas a festa não parava, para os boêmios e os mais abastados ainda haveria o baile da saudade no clube, onde só entrava gente da sociedade, moças finas, donzelas, bonitas, e cavalheiros elegantes e de aparente condição financeira.

A CASA DO MOTOR: A energia elétrica na década de 40 a 70 era um gerador abastecido por óleo diesel. Existia próximo o CRESC - Clube Recreativo Esportivo e Social de Carnaubais. A casa do motor que durante muitos anos foi manuseada pelo seu Raimundo da Luz era quem iluminava a cidade. De Joãozinho da Cruz a Manoel Cabral a luz se acendia as 18:00h e as 21:30h davam um sinal sendo que as 22:00h as luzes se apagavam.

A CRIAÇÃO DA FEIRA LIVRE E A CONSTRUÇÃO DO MERCADO CENTRAL.

Onde hoje existem algumas casas novas foi onde começou a feira livre de Carnaubais. O senhor Abel Alberto da Fonseca, homem de visão, construiu uma latada no inicio do século XX, por volta de 1915 ele incentivou a venda de carne, farinha, rapadura, mel, bolos, tecidos, bebida, ferro de engomar, pilão, moinho de moer milho, panelas de barro, alguidar, potes, peneiras, ralos, arupemas, gaiolas, cestos, balaios, cordas, chapéus, bolsas, em fim tudo que era necessário a época, aí surgiu a feira.
Depois ele saiu do local e se construiu o mercado. Nessa época Carnaubais ainda pertencia ao município de Assu, e provavelmente isso ocorreu no governo do Prefeito Costa Leitão.
Com o desenvolvimento do comercio, a feira foi ficando grande e nos domingos atraia gente de toda a região. O mercado posteriormente foi reformado. Ele também servia de ponto de abrigo nas épocas de cheias, pois era um local com calçada bastante alta.
Dele porem nada restou. Na administração do Prefeito Valdeci Medeiros de Moura, ele doou tudo, de todos os órgãos públicos, o povo destruiu levando telhas, tijolos, madeira, portas e em fim tudo que havia nesses prédios, e para limpar a área veio inclusive uma reto-escavadeira e levou quase todos os vestígios.

AS GRANDES CHEIAS

Segundo os mais antigos as cheias do Rio Açu sempre castigaram a região, e existe uma superstição, que a era de 4 sempre é de cheia ou de seca. A prova disso é que se registram grandes cheias do Rio Açu nos anos de 1824, 1834, 1874, 1924, 1974.
Em 1974 ocorreu a maior cheia do Rio Açu e foi a causa da transferência da cidade de Carnaubais para o local onde está, e muitos passaram a chamar inclusive de nova Carnaubais, a mesma foi transferida da antiga para a nova, e a causa foi quase quq totalmente levada pelas águas, dizimando rebanhos, plantações e derrubando casas. Este nome “Nova Carnaubais” não é muito aceito, apesar de a cidade ter sido toda construída e da velha só existem vestígios.

COMENTÁRIO SOBRE A TRANSFERÊNCIA DA ANTIGA CARNAUBAIS PARA O ATUAL LOCAL E O FUTURO QUE DESPERTA.

A principal causa foi a inundação do dia 13 de abril de 1974. Vinte e dois dias inundada pela água. Seus habitantes foram levados para o tabuleiro, conduzidos em embarcações à vela, e ficaram nas terras altas. Ficou a população desabrigada e na esperança que as autoridades tomassem as providências necessárias, e assim passou quase dois anos vivendo em condições sub-humanas e de miséria total. Mas graças aos Governos Municipal, Estadual e Federal, à SUDENE e ao Canadá, que reunidos deram uma verba para construção de prédios educacionais e mercado público.
Hoje Carnaubais é uma bela panorâmica em cima de um plano, onde se observa toda a verdura do vale, mas sua população vive do desemprego ou sub-emprego, os jovens na ociosidade e muitas vezes desesperados por se sentirem inúteis vão levando a vida sem construírem os castelos desejados. Agora a cidade vive também sem saber o que será do seu futuro, e espera-se que o progresso chegue a cidade aproveitando suas potencialidades econômicas e turísticas.

EMANCIPAÇÃO

Em 1963, a Sra. Maria Olímpia Neves de Oliveira, elegeu-se Prefeita no município de Assu. Derrotando eleitoralmente o seu opositor, o Sr. Walter de Sá Leitão, que era apoiado pelo então Deputado Estadual Olavo Lacerda Montenegro. Inconformado com a derrota eleitoral e gozando de grande prestígio junto ao Governador Aluízio Alvez, Olavo conseguiu que a assembléia aprovasse a elevação da Vila do carnaubais a categoria de cidade.
Com esta aprovação, o deputado tinha três objetivos: primeiro: inviabilizar a administração da Prefeita Maria Olímpia, pois a grande arrecadação do Assu dependia da extração de sal retirado das salinas do Logradouro, pela firma Matarazo. Com a emancipação de Carnaubais, Assu perderia por completo essa receita; segundo: ter mais uma Prefeitura, que viesse a lhe dar sustentação política; terceiro: entrar para a história política de Carnaubais.

FIGURAS

João Coriolano do Nascimento: nasceu à 17/08/1902 e faleceu à 15/08/1988. Era filho de Mossoró, mas dedicou toda sua vida a Carnaubais, era o médico do povo, farmacêutico prático, tendo sua habilitação reconhecida pelo CRF-RN, viveu a maior parte de sua vida exercendo a profissão de farmacêutico e médico da cidade, fazendo verias funções na área médica como dentista, parteiro, ortopedista, pediatra, tudo. Toda a cidade via nele um homem carismático, caridoso, não tinha hora pra atender as pessoas, independente de classe social, situação política ou credo religioso.
Foi também líder político da UDN, ligado ao Dinartismo, exerceu também o cargo de delegado de polícia.
Na sua história conta-se que ele também lutou quando morava em Mossoró nas trincheiras de combate a Lampião quando este invadiu Mossoró. Nessa época João Coreolano servia o exercito em Mossoró pelo TG-07/188.
Era filho de Manoel Coreolano do Nascimento e Constância Maria da Conceição.
Casou-se pela primeira vez com Maria Diva do Nascimento e depois com Alice Pureza de Brito.
Zé Marcelino: José Marcelino de Sousa nasceu em 30/05/1904 e faleceu no dia 16/05/1982. Era um conhecido boêmio da cidade de Carnaubais. Poeta, repentista e trovador. Era um dos maiores dançadores de coco, além de ter grande habilidade em dançar xote e valsa. Era uma das figuras mais alegres da cidade.
Joça Inácio: João Inácio de Oliveira nasceu em 14/05/1894 e faleceu em 04/05/1981, filho da Fazenda Veneza, Ipanguaçu, seus genitores foram Manoel Inácio de Oliveira e dona Disidéia da Fonseca Oliveira. Em 25/11/1925, casou-se com a senhora Maria Cândida Cavalcante de Oliveira. Juntos tiveram 15 filhos. No ano 1956, chegou em Carnaubais onde tornou-se proprietário de terra em Água Branca, e também foi um próspero comerciante instalado no mercado público da antiga Carnaubais. Foi, junto com sua esposa um dos comerciantes mais honestos e os eu comercio vendia cereais, bebidas, bijuterias e nas bebidas só vendia em grosso ou em doses de pinga ou a famosa zinebra.
Abel Alberto da Fonseca: Em 25 de março de 1887, nasceu no Panon Assu, Abel Alberto da Fonseca, filho de José Antônio da Fonseca. Em 1910 mudou-se para o povoado de Poço da Lavagem, onde iniciou suas atividades comerciais. No mesmo ano contraiu o matrimônio com a Sra. Júlia Câmara, natural de Ceará-Mirim. Tiveram apenas um filho, logo a jovem Júlia ficou enfraquecida o que a levou a óbito. Abel teve um caso com a jovem França Fernandes no qual resultou no surgimento de quatro filhos. Em 1916, Abel já viúvo, casou-se com Sra. Iracema Borja da Fonseca, juntos viveram até seus dias finais. Tiveram uma filha.
Viveram uma intensa vida social, política e econômica em nosso município, foi responsável por várias transformações em nosso meio como já frisamos antes.
Em 1951 mudou-se para a cidade de Assu, aonde veio a falecer no dia 17 de abril de 1959. Em memória temos a Escola Municipal de 1º Grau Abel Alberto da Fonseca e a principal avenida da nossa cidade.
Valdemar Campielo Marêsco: De descendência italiana, nasceu em 11 de maio de 1922 em Piató – Assu – RN. Filho de Sr. Amaro Campielo Maresco e a Sra. Joana Martins Campielo. Casou-se com Sr. Idalice Bezerra Campielo. Juntos tiveram 19 filhos.
Foi trabalhador nas salinas do Logradouro, onde neste setor descobriu sua vocação de líder. Engajou-se no movimento sindical.
Foi delegado sindical do poderoso sindicato dos salineiros. Na extração do gesso em Logradouro, gerenciou todo seu período de exploração.
No ano de 1956 elegeu-se vereador pela primeira vez. Sendo reeleito em 1960 e também 1964. Conseguindo assim três mandatos consecutivos no legislativo. No ano de 1965, se candidatou a prefeito de Carnaubais pela UDN, tendo como candidato opositor o Sr. João Batista Lacerda Montenegro. Ganhou a eleição e governou Carnaubais até março de 1970. Suas principais obras foram: o mercado público e a energia elétrica do Logradouro; o mercado público e a energia elétrica de Porto do Mangue; a escola Abel Alberto da Fonseca; a sede da prefeitura e a câmara de vereadores; ampliou a energia elétrica da cidade.
Em 1973, consegue se eleger mais uma vez prefeito. Eleito pela ARENA I, disputou o pleito com o Sr. João Benevides Sobrinho.
Governou o município até o inicio de 1976. Nessa sua segunda administração aconteceu a grande cheia de 1974, a qual acabou com tudo que tínhamos. Em sua 2º administração foi dado início à construção da cidade na qual hoje habitamos.
Faleceu no dia 22 de fevereiro de 1984, vítima de um derrame cerebral. Encontra-se sepultado no cemitério do Logradouro. Em sua homenagem, a câmara de vereadores deu ao plenário das sessões o seu nome.
Mariano Barbosa de Farias: Nasceu em 3 de novembro de 1896 em São Rafael– RN. Filho de Miguel Joaquim Barbosa e D. Josefa Aurora de Farias. Em 23 de junho de 1927, casou-se com a Sra. Ana Nery de Farias, o cerimonial foi realizado pelo Dr. Juiz da Comarca do Assu, Dr. Alberto Soares Amorim.
Em 6 de outubro de 1936 é nomeado tabelião público do povoado de Santa Luzia, o ato de nomeação foi assinado pelo governador Rafael Fernandes Pimenta e pelo secretário de justiça Oscar Homem de Siqueira. Ocupou o cargo de tabelião público por 29 anos, aposentando-se em 2 de julho de 1965. Como o cargo era vitalício deixou o cartório para seu filho Francisco Nery de Farias.
Faleceu em 13 de julho de 1981, de para cardíaca. Está sepultado no cemitério de São João Batista em Pendências. Em memória foi homenageado com o seu nome a Escola Municipal de 1º Grau da comunidade das casinhas como também deu o nome a uma de nossas ruas.
Manoel Cirilo Manso: Nasceu em 09 de julho de 1905 no sítio mutamba – Carnaubais – RN, filho de Manoel Cezário Moura e D. Joaquina Mariana da Conceição. Criou-se trabalhando na agricultura. Adquirindo pouco conhecimento escolar, porém herdou de seu pai um excelente comportamento moral e ético.
Em 24 de junho de 1936 casou-se com a Sra. Maria José Manso, juntos tiveram 13 filhos, no qual criaram apenas 6. Após o casamento o Sr. Manoel Cirilo, popularmente conhecido como Manoelzinho Amâncio, desenvolveu uma outra atividade, que o revelou na região do Vale do Assu, foi a de melhor ferreiro. Foi o primeiro construtor de moinhos e cata-ventos usados na época para irrigação.
Em 1962 comprou um caminhão Chevrolet ano 40, onde começou a servir a população carnaubaense fazendo a linha com passageiros para Assu, Macau e Porto do Mangue. Desenvolveu esta atividade com competência e prosperidade, melhorando cada vez mais o seu trabalho à nossa população. Em 1971 adquiriu o primeiro ônibus, que logo em segui registrou a primeira empresa de transporte de Carnaubais. A Empresa Manso.
Foi um homem de muita participação religiosa e de grande fé cristã.
Em 15 de junho de 1997, veio a falecer proveniente de um estreitamento no esôfago. Encontra-se sepultado no cemitério público de Carnaubais.

UM CENTENÁRIO DE DEVOÇÃO A SANTA LUZIA

A história da fé do povo carnaubaense a sua padroeira Santa Luzia, segundo informações de pessoas mais antigas.
Segundo promessa, ou mesmo lenda, o Sr. Abel Alberto da Fonseca, grande proprietário de terras, comerciante, o maior colonizador dos primeiros tempos, por volta de 1906, um dos seus carnaubal estava pegando fogo, e não havia como controlar a queimada, então ele se lembrou de Santa Luzia, padroeira dos olhos, já que o olho da palha de carnaúba é o produto que dá a cera mais nobre, e ele pediu a Santa Luzia que não deixasse o incêndio matar todo o carnaubal, deixasse pelo menos os olhos que as carnaúbas revigorariam. Se isso acontecesse, ele traria uma imagem de Santa Luzia para o povoado de Poço da Lavagem e iria lutar para que ela se tornasse padroeira do lugar e o povoado se chamaria povoado de Santa Luzia. Aí aconteceu um milagre, em pouco tempo veio uma chuva e apagou o fogo.
Assim foi a origem da devoção a Santa Luzia, segundo algumas informações.
E já se iniciava também os festejos populares além dos religiosos a santa. A festa de Santa Luzia do dia 12 para o dia 13 era atração na região.
Seu Luiz de Lucas com 88 anos lembra que naquele tempo a festa durava o dia inteiro, eram erguidas barracas com palhas de coqueiro de onde os moradores e visitantes podiam beber o aloá de abacaxi, licores, apreciarem doces e guloseimas da região como suspiro, alfenim, raiva, cocorote, bolo de milho e de batata e cachaça.
Em 1924, na grande cheia, a capela de Santa Luzia caiu. Forma mais 7 anos de luta e trabalho, da comunidade, de Abel, do padre e colaboradores de cidades vizinhas para reconstruir a nova capela. Então em 1937 foi reconstruída a atual igreja, aquela que ainda hoje está na Cidade Histórica, apesar de ter sofrido várias modificações.
Entre 50 e 60 surgiu um novo hábito; o baile da saudade, no dia 12, havia as barracas e festa no clube CRESC – Clube recreativo, esportivo, social e cultural de Carnaubais.
No dia 12, tinha festa para os jovens e visitantes e no dia 13, após a procissão havia o baile da saudade para os abastados da cidade, só entrava os ricos e as mulheres descendentes de famílias respeitadas, e acompanhadas por familiares e amigos.
Em 1974, após a grande cheia que abalou a cidade de Carnaubais, a igreja serviu de abrigo antes de transportar o povo para o tabuleiro, mas após a enchente começou um processo de abandonar a antiga cidade e a capela de Santa Luzia na cidade antiga ficou abandonada.
Posteriormente um grupo liderado por Chiquinha de Anízio, Maria Moura, Áurea Marques assumiram um trabalho religioso na igreja e depois o senhor José Moura, o mouco recomeçou o trabalho na igreja, porém trocaram até o nome da igraja histórica de Santa Luzia por são José.
Sempre foi um sonho da comunidade católica ter um padre residente aqui na capela de Santa Luzia.
Em setembro passado já no início do bispado de Dom Mariano Mansana, Carnaubais se transformou em área pastoral. Hoje temos o padre Francinaldo Macário da Silva, vigário da área pastoral de Carnaubais e Porto do Mangue.
Ele tem feito muito esforço para atender as expectativas e aumentar a religiosidade popular do nosso povo. Tem trabalhado com os pés no chão, tentando que os grupos pastorais existentes: Grupo de liturgia, dízimistas, cenáculo, apostolado da oração, casais com Cristo, juventude, batismo e catequistas caminhem com união, fé, dinamismo e tomem as decisões conjuntamente, descentralizando o trabalho do padre.
Geralmente de 3 a 13 de dezembro acontece a parte social no final da celebrações religiosas nesse período ocorrem novenas, missas, procissões e após as novenas ao lado da igreja ocorre divertimento com barracas, shows, leilões.
Na verdade, hoje, após cem anos de devoção religiosa, a festa de Santa Luzia de Carnaubais está entra os maiores eventos religiosos do vale do Assu e merece ser incluída no calendário de eventos turístico religiosos do estado do RN.

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE ASPECTOS FÍSICOS E HIDROGRAFIA

· Rios: Temos o rio Açu que é perene e o de maior importâncisa na vida econômica do município.

Além dele, temos os seus afluentes temporários com diversas denominações como Rio Panon, Rio Timbaúba, Rio do Olho D’água, Rio da Cachoeira, Córrego Antonio Bezerra e Riacho dos cavalos.
O Rio Imbuzeiro ou Umbuzeiro é o único que vem do Oeste para o Leste, desemboca no Alagamar, percorrendo toda a chamada região do mato e carnaubal.

· Lagoas: Lagoa da Pasta, Lagoa do Jenipapeiro, Lagoa do Poré, Lagoa de Manoel Tavares, Lagoa Papagaio, Lagoa do Mato, Lagoa da Capivara, Lagoa do Jaburu e Lagoa do Queimado.

As Lagoas têm sido afetadas pela Barragem Armando Ribeiro Gonsalves, que controla a água do Rio Açu impedindo a enchente deste e consequentemente secando as lagoas.
A Lagoa do Poré é o ponto extremo sul, servindo o seu meio de divisão entra Carnaubais e Assu.

ARTESANATO

Existe uma pequena produção dos produtos da palha, que produzem bolsas, cestos, esteiras, balaios.
Em escala menor ainda temos alguns artesãos que trabalham com madeira, barro, e búzios, porém a falta de incentivo e de mercado fez estas atividades serem pouco lucrativas.

FOLCLORE

O Folclore é o conjunto das tradições, lendas e crenças de um povo.
O modernismo da TV e outros meios de comunicação têm escanteado as tradições e manifestações populares do povo.

Poesia:Carnaubais

Já foste decantada em prosa e verso
Pelos cantadores de outrora,
Ao som tiritante de suas violas,
Seu povo, tradições e riquezas.
Sobrevive na memória da nova geração

Povoado simples e vila gloriosa,
Cidade hoje cheia de ufanismo,
Submersa muitas vezes pelo Piranhas,
Rio que ti deu tudo e muito levou,
Nas suas águas correm nossas mágoas,
Para transbordar no oceano em forma de esperança.

Majestosa e altaneira de princípios
Defensora dos mais nobres ideais,
Não foge a luta; porque é tenaz,
Pacata, herdeira de nossos ancestrais,
Beleza ética dos verdes carnaubais.

Continuas rica na hospitalidade de teus filhos,
Terra fértil de futuro promissor;
És admirada por uns, criticada por outros,

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SOU O STRR PMRN JOTA MARIA, NASCIDO NA CIDADE DE MOSSORÓ-RN.AQUI OS OESTANOS VÃO CONHECER A HISTÓRIA DOS MUNICÍPIOS DA MESORREGIÃO . OESTE POTIGUAR. TENHO O MAIOR ORGULHO DE SER MOSSOROENSE E OESTANO DO RIO GRANDE DO NORTE. SOU SOU TORCEDOR DO BARAÚNAS, O MAIS QUERIDO DE MOSSORÓ E INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE